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EM LIVE COM A FIESP, MINISTRO PAULO GUEDES COMENTA SOBRE LIBERAÇÃO DO MERCADO LIVRE DE ENERGIA

GOVERNO VAI APOSTAR NA LIBERAÇÃO DO MERCADO LIVRE PARA ALAVANCAR INDÚSTRIA

Projeto de abertura do mercado livre é aposta do governo para retomada do crescimento na indústria

Em live com a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), o ministro Paulo Guedes disse que a energia barata é uma das apostas para voltar a industrializar o Brasil. Atualmente, estão em evidência a Lei do Gás, já aprovada, e também o Projeto de Lei (PL) 414, que tramita na Câmara dos Deputados e prevê a modernização do setor elétrico. O ministro também afirmou que a retomada da atividade industrial no Brasil conta com a abertura total do mercado de energia como um de seus pilares.

O peso da energia na inflação (ao lado dos alimentos) é catalisador do movimento do governo em relação ao setor. Guedes destacou que é preciso “dar um choque na energia e nos alimentos” e ressaltou o reajuste das bandeiras tarifárias implantado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O ministro também comentou sobre a disputa política que foi decisiva para a retirada do item na Medida Provisória (MP) 1031: “Vocês [indústria] apoiaram e foram decisivos para os marcos do saneamento e do gás natural, não vamos chorar pela Eletrobras, temos a meta de liberalização do mercado de energia que continua e vamos chegar lá”.

Durante sua fala, Guedes comentou a atuação de lobistas – que classificou como legítima na defesa de determinados interesses: “Há também aqueles que defendem as indústrias, que são grandes consumidores de energia que não está barata, então precisamos voltar com a liberação”. Ele atribuiu ao movimento de defesa das distribuidoras a retirada da abertura de mercado, a contratação de térmicas e os demais jabutis da MP da Eletrobras. O ministro prometeu: “Vamos voltar com a liberalização do mercado de energia”.

Na avaliação de Paulo Guedes, so maiores jabutis da MP foram encaminhados e os demais serão assimilados pelo mercado de maneira natural. Também reforçou que os 8 GW que serão contratados em térmicas têm custo 50% menor do que os despachados no momento. O ministro também destacou que o governo está agindo com cautela para evitar o choque de preços na energia em razão da crise hídrica.

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